Afinal, onde estão os laços que nos unem?

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As redes sociais estão não só a mudar o que fazemos, mas também quem somos.

Usamos a tecnologia para nos definir, compartilhamos pensamentos e sentimentos à medida que eles acontecem, e chegamos a criar experiências para termos o que partilhar, como se acreditássemos que estar sempre ligados nos fará sentir menos sós. A tal da solidão acompanhada.

Achamos que somos mais mulheres porque tentamos copiar os passos de influencers aparentemente perfeitas, porque temos infinitos seguidores, porque temos mais curvas ou menos curvas, porque os elogios virtuais e os “gostos” que vamos recebendo na conta de Instagram nos fazem ( achamos nós) ser mais felizes.

Achamos que somos mais homens porque seguimos e somos seguidos por mais mulheres, colocamos gostos e comentários infinitos nas melhores poses de bikini como se estes funcionassem como uma espécie de aprovação social e uma parte fundamental para afirmar a nossa masculinidade porque isso nos faz sentir por dentro ” mais homens!”.

Em causa está não só a insatisfação pessoal com o tipo de suporte que se tem a nível social, mas também as iterações muitas vezes superficiais que mantemos diariamente, ainda que estejamos rodeados de pessoas.

Nas redes sociais é fácil mostrarmos apenas o que queremos, uma versão optimizada de quem somos, o que, em última análise, impossibilita a criação de relações autênticas.

Muitas vezes esquecemos o facto de que uma relação, seja de que tipo for, só é verdadeira se acedermos à pessoa num todo, caso contrario, actualmente, corremos o risco de viver a vida em permanente modo personagem.

Sentimo-nos muito mais sozinhos quando transmitimos essa falsa felicidade. Hoje em dia, o facto de sermos inseguros nas nossas relações e ansiosos perante o conceito de intimidade faz com que procuremos na tecnologia formas de estar em relações e, ao mesmo tempo, formas de nos proteger dessas mesmas relações. O problema da intimidade digital é que ela é incompleta.

“Os laços que formamos através da Internet não são, no final, os laços que nos unem”.

As Desmistificações da Espiritualidade

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~*~

1 – Ser-se espiritual é ser-se uma coisa diferente dos outros.

Começamos por aqui para que o resto das frases possam ser escritas correctamente.

Não.
Ninguém SE TORNA espiritual… TODOS somos espirituais, logo á partida – todos temos um espírito e somos compostos exactamente da mesma forma energética. Não existem umas pessoas espirituais e outras não… Existem pessoas com consciência do que são na totalidade e outras não – isso sim!

2 – As pessoas com consciência da sua espiritualidade só têm amor no coração.

Não.
As pessoas com consciência da sua espiritualidade continuam a ser HUMANAS. E zangam-se. E gritam. E choram. Sentem-se injustiçadas, revoltadas e vítimas. Têm raiva. Ciúmes. E todo um rol de comportamentos disparatados, desiquilibrados e irracionais.

No entanto, conhecem o poder da energia do amor – e por isso trabalham em si mesmas a capacidade de albergarem mais e mais desta energia.

3 – As pessoas com consciência da sua espiritualidade são sempre positivas.

Não.
Também duvidam, tropeçam, caiem, ficam ansiosas e com medo. O que acontece é que têm consciência do poder do seu pensamento e por isso, após perceberem que estão num registo negativo, tentam respirar fundo e alterá-lo.

As pessoas com consciência da sua espiritualidade continuam a ser HUMANAS.

4 – As pessoas com consciência da sua espiritualidade só ouvem música zen.

Não.
As pessoas com consciência da sua espiritualidade continuam a ser HUMANAS. O que significa que têm gostos pessoais – como tipos de música preferidos (que naturalmente continuam a ouvir), seja rock, pop, hip-hop, metal, música clássica, música popular…

A música zen serve para relaxar, meditar, concentrar… E, mesmo assim, dentro do que se chama “zen” (dando a ideia de que é música para dormir), existem inúmeros estilos que cada pessoa usa mediante aquilo que mais gosta.

5 – As pessoas com consciência da sua espiritualidade não podem ir a discotecas nem a locais com muita confusão.

Isto não é bem assim.
As pessoas com consciência da sua espiritualidade continuam a ser HUMANAS – logo, frequentam todos os lugares que os humanos frequentam, dentro, lá está, do gosto pessoal de cada um.

6 – As pessoas com consciência da sua espiritualidade são só luz.

Não.
As pessoas com consciência da sua espiritualidade continuam a ser HUMANAS – (já disse isto?) – com ego, sombra e muitos defeitos.

O que acontece é que sabem da existência de uma parte superior que pode ser resgatada, ampliada, vivida… Mas isso não invalida que tudo o resto também exista e, se querem que vos seja muito, muito sincera, lembrarmo-nos da nossa consciência espiritual e esquecermo-nos da nossa essência humana (ou fingirmos que já não existe) é, a meu ver, vazio. E perigoso.

7 – As pessoas com consciência da sua espiritualidade são especiais.

Ora bem… Voltamos ao ponto 1 – se todos somos espirituais e constituídos da mesma forma energética, significa que todos somos especiais. Certo?

Uns lembram-se, outros não. Usar isso para se fazer passar por superior é feio… Muito feio.

8 – As pessoas com consciência da sua espiritualidade são esquizofrénicas.

Desculpem, não resisti. É que se nós – que através de meditação acedemos a dimensões paralelas; que facilitamos terapias onde acedemos a vidas passadas; que comunicamos com os nossos Guias de Luz e que recebemos sinais e mensagens dos mesmos… Fossemos ao psiquiatra dizer estas coisas…!! Trazíamos, no mínimo, uns 3 rótulos diferentes para casa… E umas 2 caixinhas de medicamentos. Certinho!

Mas não.
As pessoas com consciência da sua espiritualidade abrem o leque de conhecimento sobre si mesmas e sobre o que as rodeia, compreendendo o que é a sua terceira visão, a sua intuição, a sua mediunidade e muito do mais que se encaixa naquela zona que ainda se mantém no desconhecido para a generalidade das pessoas – o campo astral e o sexto-sentido.

9 – As pessoas com consciência da sua espiritualidade têm que ser santas e são sempre boazinhas.

Eu vou repetir: as pessoas com consciência da sua espiritualidade continuam a ser HUMANAS. Ponto.

© Johanna Samna

Nenhuma volta é à toa

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Vive mais feliz quem acredita que nada na vida acontece por acaso. que nenhuma volta do mundo é à toa. que nenhum sofrimento é em vão. que as quedas que damos são do tamanho da força que temos para nos levantarmos. que somos muito mais fortes do que pensamos, mesmo quando só o percebemos quando a vida não nos mostra outra saída. que para cada um de nós há [algures e à nossa espera] um amor-para-sempre. que o tempo da vida é o certo, mesmo quando parece demorar tanto. e que tudo o que nos acontece vem para nos tornar pessoas melhores.

Que tenhamos a humildade para compreender que somos grandes, quando somos pequenos. que tenhamos sempre a grandeza, de agradecer por tudo o que temos, porque mesmo não tendo tudo o que gostaríamos, teremos sempre tudo o que precisamos. que os nossos sonhos sejam grandes, mas que jamais deixemos de nos contentar com o pouco.  que tenhamos consciência e discernimento, para permanecer em silêncio, quando nada de bom puder ser dito. que a nossa vida seja uma trajectória bonita, de resiliência, de superação, de aprendizagem e evolução.

 

                                                                                 ❤

 

O propósito

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Nunca fui pessoa de acreditar muito em coincidências, hoje, tenho a certeza que elas não existem. Nada na nossa vida acontece por mera coincidência. Rigorosamente nada.

Não há coincidências. Simplesmente, não há. Não há uma única situação na nossa vida que não faça sentido de alguma forma, que não tenha servido para algo ou para aprendermos alguma coisa. Não há uma única pessoa que tenha entrado na nossa vida que não viesse com um propósito, mesmo que ainda não o tenhamos descoberto.

Cheguei à conclusão que tudo o que acontece na nossa vida tem um motivo, um propósito. Tudo!

Aquela pessoa que conhecemos por acaso e que sentimos uma ligação que não conseguimos explicar, aquela pessoa que conhecemos há imensos anos e que, mais tarde, nos apresentou alguém quando precisávamos exactamente de uma pessoa assim, na altura exacta em que fazia sentido.

Todos os nossos relacionamentos, acabam por ter um motivo, mesmo aqueles menos bons, porque também existem e não os podemos menosprezar, tiveram a sua razão. Aprendemos, garantidamente, algo com isso ou, pelo menos, serviram para conhecermos e darmos mais valor ao que vem a seguir.

O mesmo se passa com pequenas coisas que nem nos apercebemos do dia a dia.

Recentemente estava à procura de livros sobre um determinado tema… Escolhi dois. Um deles, aquele com que eu mais estava entusiasmada, acabou por não chegar a casa porque estava esgotado. O outro, que me chamava menos a atenção, e que, provavelmente, iria esperar um bom bocado até ser lido, acabou por ser o livro que eu tanto precisava naquele momento.

Ou seja, se o livro que eu queria mesmo ler não estivesse esgotado, eu ainda não teria lido as palavras que me tocaram, que me inspiraram e, principalmente, que me ajudaram a atravessar determinada situação que me estava a prejudicar a vários níveis. Coincidência? Não me parece.

Parece-me que o Universo, de uma maneira que cada vez me surpreende mais, voltou a colocar-me perante o que eu precisava mesmo naquele momento. Sou grata, muito grata por isso e, principalmente, por ter entendido essa e outras mensagens todas elas importantes.

O mesmo se tem passado com certas pessoas. Desde há uns tempos para cá, têm chegado até mim diversas pessoas, mas diria que a maioria tem algo em comum. Algo em comum entre elas e algo em comum comigo própria. Coincidência? Claro que não! É simplesmente mais um alerta para o que eu precisava de prestar atenção, de aprofundar, de aprender para me ajudar a mim e aos outros.

Ninguém entra na nossa vida por acaso. Ao longo dos anos vejo isto a acontecer constantemente. Cada pessoa que entra na minha vida tem um motivo. Seja bom, seja mau, mas o motivo está lá.

Só temos de o descobrir e aprender com isso. E seleccionar os que ficam e os que vão.

#metamorfose

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Sentir emoções torna-nos humanos, não fracos.

Partilhar emoções faz-nos sentir acompanhados. Controlar emoções destrói-nos. Transformar emoções faz-nos crescer.

A vida tem dor. Tem tristeza, perdas, angústias, medos, tormentos, surpresas, desafios e um sem fim de momentos que não nos fazem sentir bem, que nos fazem sentir frágeis, sensíveis e muitas vezes perdidos. A vida é um contínuo de ciclos, com subidas e descidas, e com algumas retas, onde é de todo impossível sentimo-nos sempre bem. Não sentimos, nem é suposto sentirmos. Somos de carne e osso e pulsa em nós um coração que sente de tudo e que tem a capacidade de nos indicar como nos estamos a sentir a cada momento, a cada ciclo, a cada subida, descida e nas linhas retas. Não precisamos assim, de mostrar o que não sentimos, de esconder emoções e a viver como se estivéssemos sempre bem. Até podemos esconder dos outros mas viveremos acima de tudo escondidos de nós, e a aumentar tudo o que sentimos, porque não escoamos aquilo que trazemos dentro de nós. Quanto mais abafamos o que sentimos mais incapazes nos tornamos de viver os desafios constantes da vida. Não somos as nossas dores e também não precisamos de as partilhar com o mundo. Só com os nossos, só com o colo que nos acolhe e os braços que nos abraçam. Viver em verdade é viver cada momento com a sua dignidade e deixar cada emoção viver por si, livre e capaz de nos humanizar e transformar.
A vida é uma metamorfose de emoções. Não precisamos de as controlar, só sentir, partilhar e transformar. Somos tão mais ricos quando nos permitimos a sentir tudo o que na vida nos faz fluir.

|DiCoimbraGaspar

#Isto

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Gosto de encontrar em cada dia uma razão para ser feliz. todos os dias. sempre dentro de mim. sempre no lugar mais profundo e mais sagrado de mim. sempre na força e na positividade do meu poder interior.  sempre no ponto cardeal onde tudo começa e onde tudo termina: o amor. sempre no equilíbrio entre o meu lado sombra – que abraço e não nego (ou renego) – e o meu lado luz, que cuido, protejo e depois partilho. gosto de gostar. gosto de gostar de mim. gosto de gostar dos outros e faço-o muito bem porque gosto primeiro de mim. e gosto desta simplicidade que vou conquistando com foco, com ternura, com longos abraços a mim mesma e às minhas imperfeições. gosto ( muito ) das coisas simples, das pessoas simples, de tudo o que é de verdade, natural, cru, genuíno, da terra, sem filtros, sem edição. gosto de dizer o que sinto sem ter de falar, numa linguagem que só os de amor entendem, num silêncio que une os que vivem na mesma sintonia, numa forma de estar que é, cada vez mais, a minha forma de ser. gosto mais de gestos do que de palavras ( as que são tão fáceis de dar e tão fáceis de (re)tirar ). gosto deste sentido apaixonado com que vivo a vida. e eu sempre gostei dela, da vida. e eu sempre fui apaixonada por ela, a minha vida. mas a idade, as coisas e as pessoas, deram-me esta consciência mais profunda e séria do valor que tem o namoro doce, lento e sem urgências que quero ter com a vida, com os dias que a vida me traz. repito todos os dias o quanto gosto de gostar. sem ses nem mas. apenas e só com tudo o que é, com tudo o que sou.

 

|as nove no meu blog

Era uma vez o amor.

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Era uma vez o amor.

Como se sobrevive a um amor perdido se ainda não assumimos para fora o que nos falta por dentro? A dor de um amor que se perde é melhor, ainda assim, do que a de um amor que se vai perdendo, lentamente, como um abandono permanente.

Onde foi que nos perdemos? onde e que ficamos? Em que momento passamos a ser o que teria que ser, o possível, o abominável mais-ou -menos?

Era uma vez o amor.

E do que fomos resta pouco mais de uma esperança ténue de que tudo volte a ser como era . Que o eu e tu volte a ser o que era. Mas nunca se volta do que nos muda. Mudei contigo, mudei.te , mudaste comigo e mudei. Fomos matéria em movimento e fomos perdendo o que no unia. Talvez ainda exista um amor ou uma espécie de amor, uma ternura que nos impede de desistir do que já esta acabado.

Fugir e para os fracos, pelo menos e essa a tua fraqueza quando sabes que vais atirar-me uma bomba ao sonho. Poucas coisas ferem mais que uma bomba atirada a um sonho. Poucas coisas magoam mais que saber que há ali algo que fica por dizer e que nem por isso vai deixar de existir. Esconder algo só o torna maior não vês?

Vivemos numa verdade hipócrita, uma verdade que e contagiada pelos risos e que por mais que doa não passa disso.  É tão triste e tão cómico que nunca sei se devo chorar se devo rir quando se brinca ao esconde o que se sente. Amas sem palavras para definir o que amas, e provavelmente isso faz com que não ames coisa nenhuma. Amar exige tanta coisa mas também exige palavras. Amar exige tanta coisa mas também exige coragem. Para curar a ferida há que olhar para a ferida, para curar a ferida há que agir sobre a ferida, há que atirar-lhe álcool, liberta-la dos germes, prepara-la para o mundo. O pior de uma ferida mal curada é tornar-se numa ferida nunca curada, numa ferida sem cura a vista. Para haver cura há que ter vontade de curar, acção para curar, movimento para curar.

Não quero tirar-te sonhos. Quero sonhar contigo. Quero voltar a sonhar contigo. Quero saber que estás. Mas estás mesmo. Não este estar que nunca é mais do que ir estando.
Nenhum amor pode resistir ao gerúndio. Que se foda o ir andando, o ir ficando, o ir amando. Este equilíbrio estúpido que se inventa para resistir. (…)

 

Pedro Chagas Freitas

 

 

[ resumir a vida ]

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Há caminhos da vida que são muito mais longos. como algumas das escolhas que fazemos e como algumas das pessoas-luz que acolhemos. Precisar de cada vez menos é a forma de estar na vida que nos assenta cada vez melhor. E é assim, e é aí, que nos sabemos felizes.
enchemos os dias de amor e é com Ele que afastamos nuvens cinzentas que (ainda) pairam por aqui. o destino é para a frente e, apesar de tudo, Fé é o que temos sempre a nosso favor.
das poucas (muito poucas) certezas que guardamos no peito e nos nossos dias, há duas que são como um mapa para tudo o que ainda queremos ser e fazer:
ter coragem não é igual a não ter medo. e ser feliz não é igual a não ter dias maus.
*
| depois de toda e qualquer tempestade, acredito que a vida devolve (nos), sempre, dias de sol |

Às 9 no meu blogue

#resilience #theonlywayisthrough #spreadhope #staypositive

| Resiliência |

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” [ imunidade e humanidade ] Que agradecer e confiar sejam os primeiros verbos dos nossos dias. que consigamos aprender de raíz a força do verbo reinventar.

Que em vez de lutar contra, consigamos aceitar, com a resiliência que é possível ter, as incertezas que estão e as que ainda vão chegar. Que dentro do silêncio que (todos) precisamos para pensar (e para respirar), saibamos identificar quem podemos ajudar, onde nos conseguimos superar, como nos podemos acalmar.

Que este tempo de recuo nos permita também desapegar da necessidade do controlo que não temos, de pessoas tóxicas, de tudo e de todos os que não acrescentam amor às nossas vidas. Que por muito dura e difícil que esteja a ser esta subida, nada apague de dentro do nosso coração toda a força e toda a fé que precisamos de manter no verbo recomeçar.”

|Sofia de Castro Fernandes

NÓS E O COVID-19

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Sim tenho medo.

Hoje, e nos tempos que se avizinham tenho receio de o que lhes bateu à porta bata à minha, à dos meus ou à daqueles que amo.
Todos os dias ando de transportes públicos, aqueles que nos dão o tempo suficiente para durante a viagem começar-mos a travar uma batalha campal com o pânico, daquelas batalhas que nos levam a duvidar se estamos a ser racionais ou a ser completamente dominados por um medo que nos faz perder a sanidade mental.

Mas sabem, sou da saúde, e se custa sair de casa sem saber onde anda este maldito vírus?

Custa imenso.

Custa prevenir que chegue até nós e daqueles que cuidamos sem termos a certeza de que não chegará.
Mas sabem, estamos unidos, estamos de “maõs dadas” para que isso não aconteça.
Com muito orgulho estamos a fazer o nosso melhor para que nada nos afecte a nós, aos que temos em casa e aos que dependem de nós todos os dias.

Uma grande parte desta batalha depende de nós, outra parte depende de vocês e da vossa colaboração para connosco.

Ser da saúde não e fácil, são dias inteiros sem baixar os braços, são noites inteiras sem dormir, são horas infindáveis de uma maratona de força , de coragem e de resiliência.
São o exemplo diário dos verbos que juramos honrar: C U I D A R e S A L V A R.

Estamos na linha da frente para travar isto, a arriscar a vida todos os dias para proteger os outros, a correr riscos, com medo mas com coragem.

Mas acreditem que hoje isto serve também para mostrarmos que numa área tão desvalorizada como a nossa, ainda conseguimos mostrar a nossa força, mesmo sabendo que somos a última linha de defesa:

A derradeira muralha.

( A todos os profissionais de saúde que fazem parte de uma muralha ainda maior que a minha: OBRIGADO por honrarem sempre o nosso caminho. )